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Conceitos, direto ao ponto 24 de março de 2025 3 min

Treinamentos que impactam nos negócios

Por que o quórum some no programa de liderança, e por que hora-homem treinado é o indicador errado para medir educação corporativa.

Você já criou aquele programa de desenvolvimento de lideranças. Um programa grande, uma trilha inteira. Trouxe os melhores palestrantes. Deu um trabalho enorme, porque afinal eram os líderes.

E aí as pessoas não foram. O quórum foi baixo. Ou elas iam, mas surgia uma urgência e precisavam sair no meio.

Já vivi essa situação muitas vezes em 25 anos. Vou falar das três razões, e a terceira é a que quase ninguém encara.

As pessoas estão ali para performar

Primeiro, uma coisa importante e desconfortável: as pessoas estão dentro de uma empresa para performar, para ter o resultado do trabalho delas. Não para ficar assistindo aula.

Elas só vão priorizar aquela aula se perceberem que ela traz algo de valor aplicável no dia a dia, que impacta o resultado delas e que faz elas ganharem pontos com isso.

Repare que isso não é falta de interesse por desenvolvimento. É cálculo de prioridade, e é um cálculo racional.ninguém falta ao que ajuda a entregar.

O indicador está errado

Segundo: quando a gente elabora esses programas, sejam trilhas longas ou um curso pontual, a gente tem que relacionar aquilo a um indicador muito claro de negócio.

E aqui está o problema. Sabe aqueles indicadores de hora-homem treinado, ou de quantas pessoas passaram por treinamento? Pois é. A gente precisa fugir deles.

O que esses indicadores medem de verdade

Hora-homem treinado mede consumo, não resultado. Ele diz quanto tempo foi gasto, não o que mudou. Um programa péssimo com presença obrigatória pontua melhor nesse indicador do que um programa excelente e enxuto.

O indicador de eficiência de um treinamento tem que se relacionar a números próximos do EBITDA. É sobre isso.

A única razão de existir educação corporativa é melhorar a qualidade dos nossos profissionais e isso impactar positivamente nos negócios.

Fernanda Godoy, especialista em design de experiências de aprendizagem

Terceiro, e não menos importante: todas essas ações têm que ser muito legais, divertidas, engajadoras. Mas elas têm que funcionar.

Não dá para dissociar as duas coisas. Fazer um grande evento muito bacana e as pessoas não perceberem o valor daquilo nem o impacto no dia a dia delas, tanto no negócio quanto na carreira, é ter feito um evento, não uma ação de educação.

Essa é a tensão do ofício inteiro: divertido e competente ao mesmo tempo. Um sem o outro não entrega.

O que checar antes do próximo programa

Se o quórum caiu no seu último programa, vale testar três coisas antes de culpar a agenda de todo mundo.

A primeira é se aquilo era treinamento mesmo ou era informação disfarçada de treinamento, porque nesse caso as pessoas acertaram em não ir.

A segunda é se o objetivo estava descrito com as cinco perguntas respondidas, porque sem isso não existe indicador de negócio possível: não dá para medir o que não foi definido.

A terceira é se o formato pedia mesmo tirar a pessoa do trabalho, ou se aquilo cabia na rotina dela.

E aí, você está com dúvida sobre algum dos seus programas para líderes? Vamos papear sobre isso.

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Quando ouvir não basta e você precisa do método

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