Gerente de ensino do AC Camargo, cuidando de formação médica, residência, pós e graduação. Estuda e trabalha com educação há mais de vinte anos, e trabalhou com ensino a distância desde 2004, na época de carregar antena para transmitir aula por satélite.
É o episódio que desmonta a ideia de que inovar em educação tem a ver com comprar ferramenta.Uma hora e quinze, e o mapa está aqui.
Educação corporativa é maior do que treinamento em empresa
A Fernanda abre a distinção: o que existe na maioria das empresas são treinamentos, não um pensar de educação dentro da corporação, que contemplaria também a formação que a pessoa faz fora e o que ela aprende durante o trabalho.
A lacuna que ele enxerga no ensino superior
Dificuldade de fazer associações, de ligar uma coisa na outra, de abstrair. Para ele, é sintoma de algo que faltou lá atrás, na alfabetização, e chega inteiro na pós-graduação.
A criança pergunta por quê até a escola avisar que quem pergunta é o professor
A cena que ele descreve é a origem de muito profissional passivo. Depois disso vem estudar para acertar no vestibular, e vinte anos depois alguém reclama que a pessoa não é proativa num treinamento.
A primeira tecnologia usada para ensino e aprendizagem foi a saliva.
Inovar não é fazer algo totalmente diferente
A definição dele desarma metade dos projetos de inovação corporativa: a inovação costuma ser pequena e pontual. Mas tem um teste, e é exigente: só conta quando é replicável, e quando existe esforço real para replicá-la.
O professor caminhando para comunicólogo
Ele fala em roteirizar o tema para capturar atenção no tempo disponível, e dá o exemplo de usar uma obra de arte para ensinar proporção em matemática. Não é sobre entreter: é sobre tornar curioso.
Avaliar no meio da própria pessoa
Não peça tese de duzentas páginas a um músico: peça que ele apresente ao piano o que descobriu. Não peça que alguém explique um torno longe de um torno. É a mesma conclusão a que a conversa sobre IA e avaliação chega por outro caminho.
Estudar virou checkpoint para conseguir vaga
A exigência inflaciona sozinha, de segundo grau para graduação, pós e MBA, e a qualidade cai junto para caber mais gente. É nesse trecho que a Fernanda faz a confissão de que achava que quem não estudava não tinha se esforçado o suficiente, e conta quanto tempo levou para ver que não era assim.