# Rodrigo Oliveira - Como inovar na educação?

Fonte: Bora Facilitar, episódio em https://www.youtube.com/watch?v=dZnvOE1SK4c

Gerente de ensino do AC Camargo, cuidando de formação médica, residência, pós e
graduação. Estuda e trabalha com educação há mais de vinte anos, e trabalhou com
ensino a distância desde 2004, na época de carregar antena para transmitir aula
por satélite.

É o episódio que desmonta a ideia de que inovar em educação tem a ver com
comprar ferramenta.

Uma hora e quinze, e o mapa está aqui.

[05:11] A Fernanda abre a distinção: o que existe na maioria das empresas são treinamentos, não um pensar de educação dentro da corporação, que contemplaria também a formação que a pessoa faz fora e o que ela aprende durante o trabalho.

[10:11] Dificuldade de fazer associações, de ligar uma coisa na outra, de abstrair. Para ele, é sintoma de algo que faltou lá atrás, na alfabetização, e chega inteiro na pós-graduação.

[15:10] A cena que ele descreve é a origem de muito profissional passivo. Depois disso vem estudar para acertar no vestibular, e vinte anos depois alguém reclama que a pessoa não é proativa num treinamento.

> A primeira tecnologia usada para ensino e aprendizagem foi a saliva.
>
> Rodrigo Oliveira

[20:00] A definição dele desarma metade dos projetos de inovação corporativa: a inovação costuma ser pequena e pontual. Mas tem um teste, e é exigente: só conta quando é replicável, e quando existe esforço real para replicá-la.

[30:00] Ele fala em roteirizar o tema para capturar atenção no tempo disponível, e dá o exemplo de usar uma obra de arte para ensinar proporção em matemática. Não é sobre entreter: é sobre tornar curioso.

[40:50] Não peça tese de duzentas páginas a um músico: peça que ele apresente ao piano o que descobriu. Não peça que alguém explique um torno longe de um torno. É a mesma conclusão a que [a conversa sobre IA e avaliação chega por outro caminho](/episodios/grupo-raia-inteligencia-artificial/).

[53:20] A exigência inflaciona sozinha, de segundo grau para graduação, pós e MBA, e a qualidade cai junto para caber mais gente. É nesse trecho que a Fernanda faz a confissão de que achava que quem não estudava não tinha se esforçado o suficiente, e conta quanto tempo levou para ver que não era assim.
