Episódio um do podcast, com uma profissional de pessoas que passou por grandes empresas e também por startup. O assunto é uma palavra só: genuíno.
Ela usa essa palavra para medir a distância entre o que a empresa diz e o que a empresa faz, e o episódio é uma coleção de lugares onde essa distância aparece.
Uma hora e dezoito, e o mapa está aqui.
Contrata pelo técnico, demite pelo comportamental
O ditado que ela ouviu nas últimas grandes empresas por onde passou é mais grave do que soa: se o motivo da saída quase nunca é o motivo da entrada, o processo de entrada está medindo a coisa errada.
Fit cultural é a pergunta errada
Ela aprendeu num evento e adotou: empresas não deveriam buscar fit, e sim alguém que acrescenta. Fit procura semelhança, e numa cultura que precisa evoluir, contratar semelhança é contratar mais do mesmo e depois estranhar que nada muda.
A cultura que era vivida por poucos e virou grande demais
No começo, poucas pessoas cresceram junto com a empresa e viviam aquilo naturalmente. Depois vieram CEO novo, oito valores escritos, e um crescimento até quase sete mil pessoas. Ela descreve com precisão o momento em que a cultura deixa de se transmitir por osmose.
Convidaram para a festa e não chamaram para dançar
A frase que dá nome ao artigo. Depois de uma conferência em Nova Orleans, ela relata o diagnóstico do setor: contratou-se muito e está se perdendo gente por falta de inclusão. E propõe equidade como acesso às mesmas ferramentas e capacidade de usá-las.
As empresas convidaram para a festa, mas elas não estão chamando para dançar.
O de-para errado da pandemia
Na pandemia todo mundo cobrava desenvolvimento e a resposta foi hub de conteúdo. Ela aponta o erro que ficou: mudaram a mídia sem redesenhar a conversa. Para ter a eficiência do presencial, o online precisa ser outra coisa, não a mesma coisa transposta.
Cargos com nome interno, e o efeito colateral bom
Ela conta de uma empresa cujos nomes de cargo não existiam no mercado, o que dificultava se recolocar. A Fernanda enxerga o outro lado: com todo mundo trocando de lugar o tempo todo, nenhum líder consegue esconder talento no próprio departamento.
O lado obscuro da área de gente é se achar suporte
Ela reivindica RH como área estratégica de negócio, o que exige saber em que estágio e maturidade cada operação está. E diz ter visto muito projeto bonito completamente descolado do negócio. O antídoto que ela trouxe de startup: diretriz e parâmetro no lugar de política.