Ela criou o Viajando com História e foi premiada no iBest e pela prefeitura de São Paulo. Só que a internet entrou na vida dela em 2021, já com carreira corporativa inteira nas costas.
É o episódio sobre aprender a empreender empreendendo, e sobre o que o mundo corporativo deixou de bagagem para uma coisa aparentemente sem relação nenhuma com ele.
Uma hora e onze, e o mapa está aqui.
O que o corporativo deixou: disciplina, foco e consistência
Ela credita ao passado corporativo a disciplina de publicar todos os dias, e observa o efeito disso: a consistência é o que cria conexão, porque as pessoas passam a esperar. É uma boa resposta a quem trata presença digital como inspiração.
Planejar demais trava; fazer revela o caminho
A Fernanda reconhece o padrão dos próprios projetos: quando se para para planejar como o canal deve ser, a coisa não sai. Adriana confirma que foi respondendo ao que as poucas pessoas do começo pediam que o caminho apareceu.
Mas sem métrica não é intuição, é achismo
Ela corrige rápido a leitura fácil do ponto anterior. Métrica é como se prova que o trabalho faz sentido, e isso também veio do corporativo. Começar fazendo não dispensa estratégia, objetivo e escolha de com quem se associar.
Tristeza, raiva e depois vida que segue
Ela descreve as três fases pelas quais passou com comentário hostil. E dá o exemplo mais improvável: alguém contestando a idade de formações rochosas porque contrariava a própria convicção. Convicção alheia não se resolve com argumento, e ela aprendeu a seguir.
Eu poderia postar dizendo que está lindo e vazio, quando na verdade você não consegue ver mais nada.
Credibilidade é dizer que estava cheio
O diferencial que ela aponta não é estética, é honestidade: contar que o lugar estava lotado, ou que a alta temporada acabou com a baixa. Quem indica e a experiência não confere queima os dois lados, o criador e a marca associada.
Tudo que você estuda por gosto acaba servindo
Ela conta que usa até hoje coisas aprendidas numa área sem nenhuma relação com o que faz agora. E emenda com a tese: aprofundar no que se gosta ajuda a pessoa a se conectar consigo, que é de onde sai o que ela chama de genuíno.
Buscar o que dá prazer é estratégia de longevidade
O fecho é prático e sem romantismo: ela não defende largar tudo. Defende buscar algo que dê prazer, porque qualquer coisa exige esforço, e esforço por algo que não se gosta cobra caro demais para durar.