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Festival Ela Produz 19 de agosto de 2025 20 min com Helena Black

Helena Black

Contadora de histórias que usa a arte drag para falar com famílias e tornar o mundo menos racista, homofóbico e misógino.

Helena Black conta histórias para famílias usando a arte drag. Debaixo da maquiagem existe Paulo Reis, e ele descreve o próprio trabalho como missão: tornar o mundo menos racista, menos homofóbico e menos misógino pela contação de história.

Vinte minutos, e o mapa da conversa está aqui.

02:38 no episódio

A criança de dez anos que a abraçou no dia seguinte

Ela conta do reencontro com uma criança que tinha visto a apresentação na noite anterior. E resume ali o objetivo do trabalho: agir para que aquela criança não se torne um adulto problemático, que é o que a sociedade costuma produzir.

04:59 no episódio

Carapicuíba, e a comida que vinha do lixo

Ela nasceu em família pobre e liga a própria narrativa à de Carolina Maria de Jesus, que escrevia o cotidiano da comunidade em cadernos achados no lixo. A irmã dela conta que a mãe pegava comida do lixo, limpava e cozinhava. O ponto que ela faz questão de marcar: viver da arte hoje não apaga de onde veio.

07:27 no episódio

Adotado aos seis anos, criado entre cinco irmãs

Foi adotado pelo primo do pai, numa casa com cinco filhas. A mãe dizia que adotou o filho que não teve, e ela brinca que o filho que apareceu foi outro. É de onde vem a frase de que a vida dela é feminina o tempo inteiro.

A mulher tem essa capacidade de olhar para além da primeira aparência, porque precisa fazer isso consigo o tempo inteiro.

Helena Black, contadora de histórias
12:26 no episódio

Como a contação drag começou, e por acaso

Ela era educadora no Sesc quando pediram que contasse um livro específico caracterizada de drag. A reação dela foi que nunca tinha visto aquilo com criança. Pesquisou, viu que já acontecia fora do país e resolveu fazer aqui. Deu certo, e virou repertório.

14:51 no episódio

Ninguém vê o que existe antes de ficar pronta

O trecho desmonta a ideia de que quem sobe ao palco vive feliz para sempre. Ela fala do direito de ficar um dia recolhida quando a tristeza chega, e do limite disso: não pode durar dias. E dá o motivo pelo qual levanta mesmo assim, que é mostrar às irmãs, à família e aos vizinhos que a vida é ação.

17:07 no episódio

O que colabora não vira notícia

O fecho é da Fernanda e ela acerta em cheio: tragédia dá manchete, colaboração não. Daí a proposta que encerra o episódio, e que explica por que este acervo existe: fazer o que funciona virar notícia.

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  1. Adalgisa Pires

  2. Cléia Dias

  3. Fabiana Lian

  4. Nínive Macedo

Quando ouvir não basta e você precisa do método

O Learning Lab é o curso em que a Fernanda ensina o processo completo de desenhar uma ação de aprendizagem que funciona, do objetivo ao canvas preenchido.

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