Mentora de liderança, com um programa de mentoria e formação em neurociência. É o episódio do Festival que mais interessa a quem trabalha com desenvolvimento, porque ela explica por que treinamento pago pela empresa costuma ser desperdiçado e o que fazer a respeito.
Vinte e um minutos, e o mapa está aqui.
A disputa de tempo que ninguém coloca na conta
Ela descreve o automatismo e o volume de compromissos, e é direta: quem entra numa sala de aula precisa ter priorizado aquilo na própria vida. Como as decisões do dia são tomadas por urgência, aprender só acontece quando vira decisão consciente.
Ela nunca teve os estudos pagos por ninguém
Nem pela mãe, nem pelas empresas onde trabalhou. E é dessa experiência que ela tira o argumento mais útil do episódio: sem desejo, estudo vira obrigação, e de obrigação ninguém tira o melhor.
Quando a pessoa não enxergou o benefício, ela não valoriza. Você tem que vender a ideia do que aquilo transforma na vida dela.
O isolamento tirou o sentido, e o sentido estava na colaboração
Ela associa os índices de ansiedade no país ao período de reclusão e observa o efeito num evento: rir junto, compartilhar uma dificuldade e descobrir que outra pessoa sente a mesma dor. É o argumento a favor do encontro presencial que não apela para nostalgia.
Vinte por cento é técnica, oitenta é relacionamento
Ela cita o dado e emenda com outro, sobre a maioria das vagas de médio e alto escalão serem preenchidas por indicação, sem divulgação. A conclusão que ela tira é sobre onde a gente investe energia: muita gente busca desenvolvimento técnico ignorando a rede que já tem à disposição.
O machismo não é praticado só por homens
As duas nomeiam a versão que costuma passar batida: mulheres duvidando da capacidade de outra mulher ocupar uma posição, porque aquela posição sempre foi ocupada por homem. É crença, não constatação, e crença se desmonta.
Criança não tem barreira nenhuma para aprender
Mãe de filhas em faixas etárias bem diferentes, ela usa a convivência com as menores como lembrete permanente: elas se lançam o tempo todo, e aprendem de tudo em volta, não só do formal. Envelhecer costuma trazer o "deixa para lá", e é isso que ela recusa.
Primeira formada, primeira com casamento longo, primeira estável
Aos quatorze anos ela entendeu que o que quisesse dependia dela, e rompeu vários padrões da própria família. É de onde vem a regra que a equipe dela conhece: enquanto não ouviu todos os nãos, ela não desiste.