# Cléia Dias

Fonte: Bora Facilitar, episódio em https://www.youtube.com/watch?v=pRikGuX49To

Mentora de liderança, com um programa de mentoria e formação em neurociência. É
o episódio do Festival que mais interessa a quem trabalha com desenvolvimento,
porque ela explica por que treinamento pago pela empresa costuma ser
desperdiçado e o que fazer a respeito.

Vinte e um minutos, e o mapa está aqui.

[02:46] Ela descreve o automatismo e o volume de compromissos, e é direta: quem entra numa sala de aula precisa ter priorizado aquilo na própria vida. Como as decisões do dia são tomadas por urgência, aprender só acontece quando vira decisão consciente.

[05:11] Nem pela mãe, nem pelas empresas onde trabalhou. E é dessa experiência que ela tira o argumento mais útil do episódio: sem desejo, estudo vira obrigação, e de obrigação ninguém tira o melhor.

> Quando a pessoa não enxergou o benefício, ela não valoriza. Você tem que vender a ideia do que aquilo transforma na vida dela.
>
> Cléia Dias

[07:38] Ela associa os índices de ansiedade no país ao período de reclusão e observa o efeito num evento: rir junto, compartilhar uma dificuldade e descobrir que outra pessoa sente a mesma dor. É o argumento a favor do encontro presencial que não apela para nostalgia.

[09:51] Ela cita o dado e emenda com outro, sobre a maioria das vagas de médio e alto escalão serem preenchidas por indicação, sem divulgação. A conclusão que ela tira é sobre onde a gente investe energia: muita gente busca desenvolvimento técnico ignorando a rede que já tem à disposição.

[12:18] As duas nomeiam a versão que costuma passar batida: mulheres duvidando da capacidade de outra mulher ocupar uma posição, porque aquela posição sempre foi ocupada por homem. É crença, não constatação, e crença se desmonta.

[14:27] Mãe de filhas em faixas etárias bem diferentes, ela usa a convivência com as menores como lembrete permanente: elas se lançam o tempo todo, e aprendem de tudo em volta, não só do formal. Envelhecer costuma trazer o "deixa para lá", e é isso que ela recusa.

[16:56] Aos quatorze anos ela entendeu que o que quisesse dependia dela, e rompeu vários padrões da própria família. É de onde vem a regra que a equipe dela conhece: enquanto não ouviu todos os nãos, ela não desiste.
