Ela é diretora artística de eventos e fundou o Mulheres na House Mix. É o episódio que traz um dado que desmonta a desculpa mais comum do mercado: a de que não há mulheres interessadas em função técnica.
Vinte e seis minutos, e o mapa está aqui.
O que uma diretora artística de fato faz
Ela descreve a função como controle da operação em tempo real: garantir que todo mundo esteja na mesma página e cantar as entradas de luz, vídeo, blackout e imagem numa comunicação separada da do evento. De uma palestra simples a um festival, muda a escala, não a natureza.
Mulheres na House Mix não é sobre ter só mulheres
Ela é explícita: nunca foi, nunca será. A ideia é ter mais e mais capacitadas. O projeto funciona como catálogo público no Instagram, com o perfil de quem opera áudio, luz, direção artística e técnica, mais uma comunidade fechada. Visibilidade e capacitação na mesma estrutura.
A palestra sobre maternidade que mudou o horizonte dela
Ela conta o efeito de ouvir alguém falar de maternidade dentro do mercado de eventos, e o que aquilo destravou: perceber que dá para ser mãe e seguir na direção, na house, na operação, porque já viu gente fazendo. Formação também é ver que é possível.
A gente ainda tem que se provar mais do que qualquer pessoa, o tempo todo.
A conversa mais honesta do episódio
As duas levantam a hipótese incômoda de que parte da cobrança é interna: a dificuldade de se posicionar e simplesmente afirmar que se sabe fazer. Ela conta que hoje deixou de precisar demonstrar o tempo todo, e o que mudou não foi a competência, foi conhecer as pessoas com quem trabalha.
Oitocentas inscrições, cinco mulheres formadas, cinco homens
Este é o número que derruba a desculpa. Diante do argumento de que mulheres não querem entrar na área técnica, ela foi atrás dos dados de um programa de estágio: muita gente se inscreveu, boa parte mulheres, e a formação saiu equilibrada. A conclusão dela é seca: não falta interesse, falta oportunidade de treinamento.
Trabalho de formiguinha, e por que o esforço é deliberado
O fecho junta as duas: se ninguém começar, não acontece, porque o sistema não foi desenhado para que aconteça sozinho. Ela chama de criar casquinha aos poucos, e é uma boa descrição de qualquer programa de capacitação que pretende mudar a composição de uma área.