# Grupo Raia - Inteligência Artificial

Fonte: Bora Facilitar, episódio em https://www.youtube.com/watch?v=Fd4--xcOvlI

O grupo nasceu de um hackathon na USP de São Carlos em 2023 e hoje roda um
programa semestral que junta gente da universidade com quem já está no mercado.

Pedro e Gabriel vieram falar de inteligência artificial, e a conversa acabou
em outro lugar: avaliação. É o episódio menos entusiasmado e mais
útil do acervo sobre o assunto.

Uma hora e vinte e cinco, e o mapa está aqui.

[04:29] O carro-chefe é semestral, com processo seletivo, e recebe tanto universitário quanto profissional já atuando. A Fernanda destaca o que isso resolve: a cisão comum entre quem está estudando e quem está fazendo.

[08:50] Mostra-se uma imagem, o modelo erra, corrige-se, repete-se. Depois de muitas voltas, a maioria dos acertos aparece. É a explicação mais simples do episódio, e é ela que sustenta o argumento seguinte.

[13:03] Eles são diretos sobre o limite: nem quem desenvolve sabe exatamente por que a saída foi aquela. Para classificar foto, tudo bem. Para assistir um médico, é imprescindível saber o caminho do raciocínio, porque esses modelos alucinam.

> Do jeito que está hoje, não dá para deixar o modelo sozinho.
>
> Pedro e Gabriel

[17:25] A tática prática que eles dão: perguntar se ele tem certeza da resposta. O modelo é confiante demais, mas revisa quando confrontado, o que, como eles brincam, é mais do que a maioria dos humanos faz.

[30:50] A Fernanda conta que errou um sinal na demonstração e, por consequência, o resultado. O professor deu metade da nota porque enxergava o caminho. Essa conversa só foi possível porque o formato da prova mostrava o raciocínio.

[26:20] A recomendação deles sobre avaliação é direta, e a saída é projeto prático apresentado presencialmente. Quem trabalha com educação corporativa reconhece na hora: o quiz no fim do módulo obrigatório nunca avaliou nada, e agora nem consegue mais fingir.

[43:20] Ela não copiava: usava a ferramenta para debater textos, o que acelerou o próprio raciocínio porque passou a ter com quem discutir. Nativos em inglês não precisavam daquilo. A pergunta deixa de ser se usou e passa a ser o que fez com o que usou.

[47:10] O argumento estrutural da Fernanda, e o melhor do episódio: a IA generativa parte do que já existe. Se as pessoas pararem de pensar e só pedirem pronto, nada novo entra na base. É a mesma conclusão do episódio curto sobre [o que a IA não faz](/episodios/treinamentos-e-inteligencia-artificial/).
